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Investir no comércio eletrónico: ainda vale a pena?

O mundo viveu um “boom” nas vendas online no início da pandemia. Mas como está o mercado do e-commerce agora?

 

A viver num cenário mundial onde quase todas as transações comerciais possíveis precisavam de ser feitas no campo digital, 2020 foi o ano mais espetacular de sempre para o comércio eletrónico, gerando o valor recorde de 2,43 triliões de dólares no mundo e um aumento de 42% no volume de vendas em relação a 2019 (Fonte: Consultoria italiana Finaria.it).

 

A pandemia veio apenas a exponenciar um mercado que já apresentava um ótimo crescimento na última década, com cada vez mais utilizadores de Internet a se “arriscarem” a colocar os seus dados em websites para efetuar compras. Este movimento obrigou também as áreas de segurança digital e das empresas de métodos de pagamento online a se aprimorarem.

 

2022 não repetiu o sucesso dos anos anteriores, mas nem tudo está perdido

 

Mas 2022 está a ser considerado um ano sombrio para o e-commerce europeu: Após anos seguidos de notável crescimento, as receitas do comércio eletrónico na Europa caíram 7% no ano passado, de 684 mil milhões de dólares registados em 2021 para 634 mil milhões. Entretanto, isto não é um motivo para pânico ou descrédito no mercado online.

 

Há luz no fim do túnel, ou um belo horizonte pela frente 

 

A Europa continua a ser o terceiro maior mercado do mundo em termos de receita de e-commerce, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, e com uma tendência de voltar a crescer fortemente a partir deste ano. Segundo o relatório “eCommerce na Europa”, realizado pelo e-CommerceDB, a previsão para 2023 é de um aumento nas vendas da ordem de 30%.

 

O mesmo relatório ainda mostra uma projeção de crescimento em torno de 12% ao ano até 2026, resultando num volume total de mercado de mais de 1,1 triliões de dólares no ano final desta projeção.

 

Portugal entre os cinco países que menos compram pela Internet: mas calma!

 

Em 2022, 91% dos indivíduos de 16 a 74 anos na União Europeia utilizaram a Internet, onde 75% dos quais compraram ou encomendaram bens ou serviços para uso privado. Em 2012, a proporção de compradores online era de 55%, representando um aumento de 20 pontos percentuais (Fonte: Inquérito Comunitário sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação, realizado pela Eurostat).

 

Portugal foi um dos cinco países da UE que apresentaram a menor percentagem de cidadãos que fizeram compras online entre os acedem à internet, ficando à frente apenas da Itália, do Chipre, da Roménia e da Bulgária. Mas este resultado não é de todo mau, se considerarmos as estatísticas anteriores.

 

Portugal foi um dos países onde os “e-shoppers” mais cresceram

 

Em 2021, 62% dos portugueses internautas utilizaram-se do comércio eletrónico. Antes da pandemia, esta taxa era de apenas 45%, e as previsões apontam que a percentagem de cidadãos de Portugal que irão comprar online pode chegar a mais de 70% até 2026.

 

Apesar de ter ficado abaixo da média europeia, que chega a quase 80%, Portugal foi um dos países que apresentaram o maior crescimento neste hábito do período. Os países com o melhor destaque na lista são os Países Baixos e a Dinamarca, onde a percentagem de “e-shoppers” chega quase aos 100%.